Álvaro provoca tensão diplomática

O ateu confesso Álvaro Neto citou o Novo Testamento na sua página pessoal do facebook e despertou uma tensão diplomática naquela rede social, com repercussões institucionais de relevo e com aparentes consequências políticas no reino pacense. Tudo a propósito da apresentação pública de famílias ucranianas no desenrolar de um jogo no estádio do FC Paços de Ferreira, preparada pelos presidente das juntas de freguesia de Sobrosa e Raimonda.

Um evento acolhido com palmas e palavras de boas-vindas que manifesta a grandeza de alma de quem o permitiu mas que, pelo crivo do nosso jornalista maior, cheirou a esturro por entender que estas manifestações também têm uma leitura política – coisa que não foi avaliada por todos os intervenientes.

Daí que Álvaro tenha rapado da Bíblia – sim, ele tem uma – e tenha citado São Mateus que nos ensina, desde tempos imemoriais, que em sede de caridade – querer bem ao outro – devemos actuar discretamente de modo que “uma mão não saiba o que fez a outra”.

Meneses conhece esta citação, até estudou na Católica, mas não se lembrou dela; coisa que Álvaro – irrequieto advogado formado na escola de Coimbra – cultiva e por isso se inspira nos seus escritos. E ao não se lembrar permitiu que dois políticos experimentados disso tivessem tirado proveito com a exibição pública do objecto da sua caridade!

A tensão diplomática foi sentida em comunicações diversas e chegou-se mesmo a considerar que Álvaro tinha “desrespeitado” a instituição e por isso deveria ser “castigado” ele que com esta citação teria questionado a honra dos intervenientes.

Agora vive Álvaro com a tristeza sentida de ter sido banido da página de facebook de Jocelino e experimenta os remoques do presidente do clube sobre a sua amada Gazeta.

No Politburo da Rotunda estas comunicações foram conhecidas – eles sabem de tudo – e não se apreciou o entusiasmo da resposta de Meneses de quem esperavam mais cautela e sobretudo precaução de modo a evitar a leitura política da coisa. É que o perfil do presidente do clube tem sido analisado como putativo candidato à edilidade e esta precipitação coloca em causa a serenidade da futura solução, neste momento em banho-maria.

O irrequieto Álvaro

Álvaro Neto, em Paços de Ferreira, experimenta as agruras de Jesus de Nazaré em terras da Palestina. Nesta sua pereginação pelos nossos caminhos manifesta a teimosia de inscrever na realidade pública aquilo que escreve nos jornais em que colabora. E sublinha sempre o que nao vemos (ou não queremos ver) por entender que a coisa pública além de multifacetada tem leituras diversas e não se esgota nas palavras de circunstância dos discursos oficiais de conveniência.

Fiel (apenas) às suas convicções percorre o caminho dos isolados de forma teimosa e continua a dar-nos a sua leitura da qual discordamos tantas vezes. Mas ele escreve. E insiste. E por isso merece aquele respeito que é devido àquelas personalidades que pelos seus feitos são únicas.

PS – Porque somos mosca, ouvimos e sabemos de muitas conversas do Álvaro com os amigos. Em muitas delas confessa-se ateu. Um dia ainda vamos ter tempo de lhe explicar que ele está enganado. Mas como é teimoso isto vai demorar algum tempo.

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Eu vejo, eu cheiro, eu sou mosca. E por isso vou andando por aí e disso darei notícias se me permitirem.

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