ESTAMOS
À ESPERA
casa das artes
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“Apetece-me dormir”

“Este menino nasceu/ foi no dia vinte e cinco/ de dezembro, há dois mil anos;/ volta a nascer nesse dia/ todos, todos os dezembros,/ e deverá ser entregue/ sempre a quem no procurar/ Ele é todos os meninos/ que aqui vieram parar/ e mais todos os meninos/ que ninguém abandonar./ Os que hão de ter muitas dores,/ os que hão de rir e folgar,/ e mais todos os meninos/ que dele hão de precisar./ Nos meninos aluados/ ele é noite de luar,/ nos que estão na escuridão/ ele é a própria luz solar,/ nos meninos ensonados/ ele é sempre o despertar,/ nos meninos maltratados/ é a esperança de brincar …”
Vasco de Graça Moura, “Ronda dos Meninos Expostos”