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casa das artes
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A Banda de Freamunde na Nossa Senhora da Saúde – emoções sagradas

Senhora da Saúde em Sabrosa – o sagrado na natureza e nas tradições da nossa gente

Regressamos a Saudel, em Sabrosa, depois da primeira experiência que ali tivemos no ano passado; e experimentamos de novo a esperança do ar do céu azul, visto das sombras do parque e aos sons dos avisos da festa.

Ainda cedo pela manhã, chegaram as bandas de Freamunde e de Fermentelos. Mas não foram os primeiros a chegar. Horas antes, muitos peregrinos, de todos as idades, já ali estavam, tinham visitado a igreja, ali rezado, e cumprido as suas promessas – coisas que se fazem ao longo do tempo e que interessa cumprir, de acordo com as motivações de cada um.

À volta da igreja vemos pessoas que a circundam em silêncio, concentrados no que estão a fazer; fazem um rodopio independente dos diversos movimentos da festa, sendo pouco importante o anúncio de bancos baratos ou chapéus úteis para o sol. Os peregrinos que ali acorrem têm tarefas por eles definidas: a ida à fonte, a colocação da vela no sítio certo. Tudo movimentos íntimos, respeitosos. Um acto de agradecimento à Senhora da Saúde que acolheu as preces feitas no momento em que foi preciso fazer.

Estes actos dos peregrinos são íntimos e silenciosos. E assim como refrescados pela brisa do monte também são invadidos pelos acordes das bandas que “fazem a entrada na festa”. Embora as bandas se ouçam mal porque ainda longe do adro, os perergrinos aceitam os acordes como perfume do céu. Porque os ajudam a sentir e a experimentar o ambiente sagrado que ali se construiu.

As procissões

Aqui temos duas procissões: a da manhã e a da tarde, ainda mais solene. Mas são procissões, isto é, duas experiências colectivas onde os presentes seguem os andores, no roteiro traçado e habitual e que é percorrido ao ritmo das marchas oferecidas pelas bandas. É extradordinário: mesmo na transição das marchas entre bandas, o compasso alinha o andamento e cria a abertura para aceitar os acordes que estão a chegar! E que nos preenchem quando os ouvimos em silêncio e por sso concentrados e dedicados a perceber o ambiente que nos é oferecido.

Esta oferta da manifestação do sagrado, é sublime. E é por isso que vemos muitas pessoas ali a chorar ou a afagar as lágrimas por motivos que desconhecemos, mas que são sentidas. Talvez poruqe estes movimentos sagrados e experiência no alto do monte em Saudel nos tragam lembranças queridas de quem, em devido tempo, connosco partilhou ou nos ensinou a acolher esta experiência de Nossa Senhora da Saúde.

Senhora da Saúde em Sabrosa – o sagrado na natureza e nas tradições da nossa gente

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