SCFreamunde vence em Eiriz

O SC Freamunde venceu hoje o Eiriz por 1-0 com golo nos descontos. Iniciou bem a nova época 2021-2022 da divisão Elite da AF do Porto

Jogo no Complexo Desportivo de Eiriz

Árbitro José Meireles

Águias de Eiriz: Celso; Tiago Pereira (Brandão, 73’); Vítor Leão (Tiago Leão, 56’); Nuno Monteiro; Igor; Bruno Santos; Edu Santos; Paulo Ferreira; Leo (Faneca, 73’); Rateira e Pontes.

Treinador: Nino

Freamunde: Diogo Santos; Paulo Monteiro; Henrique (Pedrinho, 70’); Xandão (Vaqueiro, 86’); Moreira; Huguinho; Pedro Martins; Diogo Martins; Pedro Alves (Guzman, 45’); Migas (Joel Moura, 70’) e Beirão.

Treinador: Pedro Machado

Marcadores: Vaqueiro (90+7’)

Desfecho dramático dá vitória ao Freamunde em Eiriz

O futebol com o calor dos adeptos voltou a Eiriz, e contou com a presença massiva dos adeptos freamundenses, que apesar do preço proibitivo não quiserem perder a estreia da sua equipa.

No último encontro que opôs o treinador Nino ao treinador Pedro Machado, o Freamunde de Pedro Machado venceu no último minuto o conjunto do Paços de Ferreira, quando estes orientavam as duas equipas nos juvenis. Hoje a história repetiu-se, e Pedro Machado levou a melhor no último momento da partida

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As duas equipas apresentaram-se com linhas de 3 centrais nas defensivas, e logo cedo se percebeu que apesar da maior experiência do Freamunde nesta divisão, o Eiriz iria dificultar e tentar a vitória no jogo.

No lado freamundense, a equipa apresentou apenas uma novidade no ‘onze’ em relação à época transacta, com o inclusão de Huguinho na defesa, enquanto o Eiriz fez estrear o guarda-redes Celso, os defesa Nuno Monteiro e Bruno Santos vindo do Lixa, e o possante avançado Pontes.

A partida iniciou com um claro ascendente do Freamunde, e nos primeiros minutos Pedro Martins de livre colocou o estreante Celso à prova, realizando uma boa parada.

À passagem do primeiro quarto de hora, Migas isolou-se e Celso negou mais uma vez o golo, e na sobra Henrique cruzou e colocou a bola na barra.

O Freamunde criava mais soluções, mas a boa organização defensiva do Eiriz ia travando as várias iniciativas do Freamunde. Na defensiva eirizense, destacava-se o jovem Nuno Monteiro, muito assertivo durante a partida.

Os adeptos da casa tiveram de esperar pelos últimos minutos para ver a sua equipa criar perigo, na sequência de bolas paradas.

O final do primeiro tempo chegou, e apesar do Freamunde ter feito mais para alterar o nulo, a boa resposta defensiva do Eiriz justificava o resultado.

O segundo tempo trouxe a irreverência de Guzman a jogo, com a saída de Pedro Alves, e o Eiriz trocou Vitor Leão pelo irmão Tiago Leão, contudo as duas equipas continuavam encaixadas e amarradas, com poucas oportunidades de registo.

À meia hora desta parte, o Freamunde esteve perto do golo com um remate de Henrique, e o Eiriz após jogada de Pontes, a bola sobrou para Rateira que, solto na área, rematou por cima da trave.

À medida que o tempo se esgotava, sentia-se um Eiriz a recuar de forma a tirar um ponto do jogo, e um Freamunde procurando o golo da vitória.

Perto dos noventa, no seguimento dum canto, a bola cai no segundo poste, e Joel Moura esteve a milímetros de marcar.

Com as várias paragens de tempo, o juiz José Meireles ordenou o prolongamento do jogo por mais 8 minutos, e seria no sétimo minuto deste período adicional, e na sequência dum canto para Eiriz, que o Freamunde marcou.

Após alívio da bola na área do Freamunde, a bola cai nos pés de Guzman, que mantendo a calma isolou Pedro Martins, que deixou a bola para o seu irmão Diogo, que cruzou para a área do Eiriz, onde aparece Vaqueiro a rematar de forma eximia, dando a vitória ao Freamunde, num verdadeiro golpe de teatro, levando o público afecto ao SC Freamunde a festejar efusivamente.

Final da partida, o Freamunde vence justamente e apesar do Eiriz se estrear nesta divisão, mostrou argumentos sólidos para almejar uma boa época. Boa prestação da equipa de arbitragem de José Meireles que conseguiu controlar a partida mesmo nos momentos mais ‘quentes’, estando sempre em grande nível.

Notas negativas: em primeiro lugar para o preço dos bilhetes ao nível de divisões profissionais, e por fim, o comportamento dos adeptos de ambos os clubes.

Num jogo marcado pela presença do público, após um tão penoso interregno de adeptos nos estádios, seria de esperar uma festa, que estava a acontecer até à saída dos adeptos, onde se verificaram lamentáveis cenas pouco amistosas, e ver algumas crianças a chorar com pânico no final do jogo, deve fazer repensar atitudes e medidas de todos os envolvidos, desta a organização do jogo, autoridades e adeptos.

Assim a magia do futebol desaparece em segundos por entre as lágrimas duma criança!

                                                                                                                                                                                                                            Reportagem Gazeta de Paços de Ferreira, Texto de Ricardo Jorge Neto

 

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