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As tradições à volta dos capões

Não houve a noitada habitual de Santa Luzia mas a tradição foi cumprida. Através de um serviço de Take Away muitos foram os que se dirigiram ao Pavilhão das Sebastianas buscar os habituais rojões, papas de sarabulho, uma “garrafinha” de vinho e uma caneca das Sebastianas 2020+1. Ao almoço de domingo esta oferta também foi disponibilizada e muito bem acolhida pelos Freamundenses e amigos das Sebastianas.

Pelo Pavilhão das Sebastianas passou também um rosto a que já estamos habituados, o músico e cantor Mingas, que através de um direto da página nas redes sociais das Sebastianas nos lembrou que “tenho um dinheirito para comprar, sapatos “azules” para bailar” e outras que tais, que ajudaram a trazer algum espírito de folia a que estamos habituados nesta noite de confinamento.

Mal o dia começou e já alguns devotos de Santa Luzia esperavam pela abertura da Capela de Santo António. Segundo a Confraria de Santo António, entre a capela e as eucaristias podemos contabilizar cerca de 2000 pessoas. Olhando a que da parte de tarde o recolher foi obrigatório, podemos dizer que a fé não fez confinamento.

Depois de cumprida a parte religiosa, uma visita à Feira dos Capões que tal como a Missa Solene da Festa de Santa Luzia, este ano também foram em locais diferentes. Os reis da festa não podiam faltar e numa tenda com aposentos bem cuidados e esmerados, lá estavam os sócios da Associação de Criadores de Capão de Freamunde com as suas preciosidades para vender e levar a tentar a sua sorte no Concurso de Melhor Capão Vivo, promovido por esta associação em parceria com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira e Junta de Freguesia de Freamunde.

O júri, constituído pelo Vereador da Cultura do Município de Paços de Ferreira, Dr. Júlio Morais, Presidente da Junta de Freguesia de Freamunde, Sr. José Luís Monteiro e a Eng.ª Virginia Ribeiro, representante da AMIBA – Associação dos Criadores de Bovinos de Raça Barrosã, que contemplaram com um presente monetário para o “sapatinho”,  Manuela Queirós, de Eiriz (1.º lugar), Fernanda Costa, de Covas (2.º lugar), Alfredo Meireles, de Santa Eulália da Ordem (3.º lugar).

Já eram 13.00 horas, estava na hora dos poucos compradores presentes regressarem aos seus lares e os feirantes desmontarem as suas tendas e barracas, certamente que também pedindo a Santa Luzia que ilumine os seus caminhos e de todos os nós, que se faça luz para que possamos sair desta pandemia o quanto antes, que depois do ano mais triste de sempre, em 2021 a Festa de Santa Luzia e a Feira dos Capões conheçam uma demonstração de fé, confraternização, satisfação e alegria como também nunca conhecemos.

 

Texto e fotos Pedro Ribeiro