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Alexandrino Brochado – rosto humano e testemunho cristão

RAIMONDA – Em Outubro de 1920, nasceu em Raimonda, Alexandrino Brochado, padre da diocese do Porto – uma personalidade distinta e afável da nossa terra que sempre referia as suas raízes, nos dizeres de afirmação. Sobretudo no Porto e a partir dali foi um dos expoentes da igreja Católica em matéria de intervenção social, onde presidiu à cáritas diocesana. Escritor exímio, deu testemunho de cultura vasta e de sensibilidade humana, a partir do altar da capelas das Almas, ali no cruzamento das ruas santa Catarina e Fernandes Tomás.

A Capela das Almas, na esquina de Santa Catarina com Fernandes Tomás. A ela dedicou monsenhor Alexandrino Brochado mais de 60 anos da sua vida de quase 96. Foto: DR
A Capela das Almas, na esquina de Santa Catarina com Fernandes Tomás. A ela dedicou monsenhor Alexandrino Brochado mais de 60 anos da sua vida de quase 96. Foto: DR

Ordenado padre em 1944, fora entretanto nomeado secretário particular de D. Agostinho de Jesus e Sousa, Bispo do Porto entre 1942 e 1952. Em 1953, tornou-se reitor da Capela das Almas, à qual acabou por dedicar grande parte da sua vida. Leccionou a disciplina de Religião e Moral no liceu Alexandre Herculano e presidiu à Cáritas Diocesana do Porto.

Hoje o padre Brochado está representado numa estátua em Raimonda. Recordamos o exemplo deste homem, ele que sempre soube ler os sinais do tempo. Prova disso foi a homenagem a ele prestada pelo governo austríaco agradecendo-lhe o esforço e dedicação pelo acolhimento de crianças daquele país, na sequência da II guerra mundial, tendo-lhe atribuído a medalha Grã Cruz de Cavaleiro, 1ª Classe.

Dedicação à causa social também recebeu das câmaras do Porto e Paços de Ferreira a medalha de mérito Grau Ouro; dos bombeiros voluntários portuenses a medalha da Generosidade, e tem o seu nome em duas ruas – uma na freguesia de Raimonda e outra na cidade de Paços de Ferreira.

Continuamos a precisar de homens destes, na nossa terra.