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casa das artes
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Já cumprida a promessa dos bebés

Não imaginam os meus amigos a alegria que hoje de manhã invadiu os corredores da nossa Câmara Municipal. Então não é que o jornal I (de Inevitável) confirma, quase em directo, o sucesso da campanha idealizada pelo novo chefe da comunicação? Exactamente como ele anunciou no início do ano.

Ora vejam aqui as primeiras consequências do anúncio do cheque-bebé feito por este jornal. Na mouche, já em janeiro, é obra!

Os executivos camarários das redondezas – sabe a Mosca – já questionam os seus próprios serviços de informação querendo saber por que razão na capital do móvel se acerta sempre, e ainda por cima com soluções inéditas e inovadoras “em todo o território da Região Norte”.

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Esta notícia – “confirmação” da promessa – aviva a memória da Mosca que ontem à noite ouviu no Teles enquanto via o Benfica a festejar um empate, a conversa que a seguir se reproduz:

Num canto do café a conversa estava animada, promovida que era por três freamundenses: o Costa, o senhor Alves e o Quim. O primeiro não saía da mesa de perna cruzada e olhar vivo, o senhor Alves percorria quilómetros entre a mesa e o balcão, e o Quim de cotovelo no balcão e com a cabeça em esquadria com o sétimo fino.

Três pessoas a falar, em Freamunde, é comício, e notícia deste evento é multidão. Um mundo!

Ora o Costa, fino, lançou a farpa que mais parecia estopa a arder:

  • Com que então 500 euros por bebé, hein, para mim já não é que a idade não deixa.
  • Era o que havia de faltar, resmungou o Quim, isso não é nada…
  • Nada? diz o Alves, tu sabes o que são cem contos? Sim, cem contos!
  • E depois? – diz o Quim
  • Cem contos – segundo o Alves – dava para fazer uma casa no tempo do Salazar!
  • Oh Alves, diz o Costa, deixa lá o Salazar, tu também já não podes ter filhos…
  • Ainda bem, responde o Alves, já viste o que está acontecer?
  • Eu não, resmunga o Quim, nem quero saber…
  • Da maneira que isto está, tens um filho e ele ainda vai para adepto do Paços…
  • Isso é que era bom, vocifera o Costa
  • Mas está a acontecer….porra – indigna-se o Alves: tanta gente freamundense de gema e agora até vão viver para lá…

 

Eu vejo, eu cheiro, eu sou mosca. E por isso vou andando por aí e disso darei notícias se me permitirem.