“CHEGA de socialismo”

O partido CHEGA apresentou os candidatos a autarcas no concelho, todos mulheres, e manifestou confiança num bom resultado chegando a proclamar que se preparam “para vencer as eleições de 26 de setembro” e acrescentando nas palavras de Carlos Dias, lider da concelhia, “queremos ser governo”.

Este comício marca a história política do concelho, alargando o espectro eleitoral com mais um partido que teve a capacidade, em dois anos, de se estruturar em todas as freguesias. Em tempos de difícil implantação política este evento constituiu um êxito. Falta saber onde irá buscar votos, se aos partidos tradicionais se à abstenção.

A estética do antigamente

Foi um comício à “antiga”. Na estética de comunicação, mas sobretudo no discurso político de Ana Mota Veiga (vice-presidente da comissão nacional do partido). Partindo da realidade sócio-económica do concelho, correcta e precisa, sentiu a necessidade de “justificar” a existência do CHEGA, perante “os ataques que nos pretendem atemorizar” e enalteceu “a coragem das candidatas” que nas suas “vidas pessoais e profissionais” têm experimentado um sentimento de “desconsideração” pela sua liberdade pessoal e pela “garantia constitucional” de defenderem os seus “valores”.

E foi na defesa dos “valores do CHEGA” que estruturou a sua intervenção onde explicou o sentido que tem ser hoje “conservador e liberal em Portugal” , nisto sublinhando as distinções existentes na explicitação dos termos, marcando a diferença para os seus concorrentes Iniciativa Liberal e Bloco de Esquerda.

Com isto pretendeu explicar que o seu partido é transversal na sociedade portuguesa onde procura “os portugueses de bem” conservadores honrados – no significado que lhe era dado pela extinta democracia-cristã em Portugal.

O combate ao socialismo

Num país onde o socialismo é dado como adquirido – a Constituição para isso aponta – Ana Veiga apresentou exemplos práticos que sustentarão o discurso do CHEGA na futura narrativa política e que será mais visível nas próximas eleições legislativas. O partido parece começar a ultrapassar a fase do “vergonha” e a apostar na explicação do “conservadorismo” que o anima.

Será mais fácil percorrer este caminho depois de terminar a actual fase de implantação territorial. No Vale do Sousa, o CHEGA vai apresentar candidaturas em todos os concelhos, conforme informou Carlos Dias, e em Paços de Ferreira apresentarão candidatos a todos os órgãos.

NB: Em próxima edição daremos notícia dos candidatos, como temos vindo a fazer com todos os partidos existentes

 

 

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