Condicionar para já CHEGA, poder fica para depois

André Ventura arrancou hoje em Paços de Ferreira para a campanha das autárquicas pensando apenas na noite de 26 de Setembro – vai anunciar o CHEGA como terceiro partido português e prometer o “fim do socialismo”, onde inclui o PS e o PSD como duas faces da mesma moeda e que, segundo ele, são o rosto de um país corrupto e por isso pobre.

De forma clara aponta o CHEGA como opção “política para Portugal”  onde promete instaurar a IV República, isto é, alterar a Constituição onde refere estar o nosso país “a caminho do socialismo”. Pela primeira vez, de forma inequívoca, um líder político elege como prioridade “combater o socialismo” agora com a particularidade de aí integrar o PSD – partido de que militante e candidato autárquico.

É assim que André Ventura vê “o partido a crescer, sobretudo no alentejo e algarve” e reconhece “alguma dificuldade” no distrito do Porto. Seja como for garante a “vitória” na noite de 26, dado que nessa altura “ficará provada a implantação nacional do CHEGA”, será feita a contagem nacional dos votos e daí a inevitável discussão – o que vai o CHEGA fazer com este resultado.

Ventura foi hoje claro. É adversário de António Costa e de Rui Rio, e por isso – não o disse mas supõe – estará na parlamento para decidir a futura maioria parlamentar. Isso, Ventura depois de garantir uma implantação autárquica espera ser compensado “onde está só, no Parlamento”.

O futuro grupo parlamentar com que Ventura sonha ser-lhe-á garantido depois desta fase, consolidando a sua opção política, defendendo-se (pela última vez?) das questões jurídicas que continuam a aparecer contestando a sua legitimidade.

Protegido pelo “seu” grupo parlamentar Ventura partirá na aventura da IV República.

Como está a ser preparada a investida de Ventura?

O comício de hoje tinha poucos participantes, quase todos candidatos associados às autárquicas e dois ou três pacenses entusiastas da política. Mas este evento estava preparado para ser um encontro mediático, com o enquadramento devido, com atenção a todos os pormenores.

A máquina logística apresentada esta manhã indica que temos um novo partido, dotado de meios necessários para se implantar em todo o país e com sabedoria comunicacional. E que encara estas eleições como um estágio para o que realmente interessa – as próximas eleições legislativas. Mas disso ouviremos falar na noite eleitoral de 26 de Setembro.

André Ventura acompanhado pela candidata à CMPF, líder da distrital do Porto e da concelhia do partido em Paços de Ferreira.

 

 

 

 

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