Banda – uma associação ou uma cooperativa?

Depois da tumultuosa assembleia geral onde alguns músicos levaram o presidente da Mesa a dar os trabalhos por encerrados por desrespeito institucional, alinha-se por estes dias uma lista de candidatura às próximas eleições na banda quase na totalidade composta pelos artistas da arte.

Continua assim a ser percorrido o caminho de assalto ao poder por parte de quem ali encontra sustento ao longo do ano, sem ter em conta os interesses da instituição.

Verificando-se o sucesso desta tentativa em construção – já se conhecem os nomes dos “voluntários” deste assalto – que consequências terá na Associação – de “utilidade pública” como agora é, ou de “utilidade privada” como passaria a ser?

Uma direcção controlada por músicos da banda que interesses vai defender? Quando os interesses “privados” dos músicos estiverem em questão como vão os mesmos músicos entender-se entre si?

Hoje a Associação é apoiada por sócios que pagam as quotas e por freamundenses que a apoiam com donativos e verbas publicitárias. Os sócios sabem que a direcção eleita está ali apenas para defender os interesses da Banda e suas organizações. E confiam e esperam que o dinheiro entregue seja bem gerido.

Sabendo estes que estão a contribuir para os bolsos dos músicos e ao mesmo tempo dirigentes, que disponibilidade haverá para a apoiar a instituição? Que confiança podem ter as pessoas que contribuem ao saber que o seu dinheiro doado vai ser gerido por quem dele beneficia ao longo do ano?

A criação de uma cooperativa

Confirmando-se a candidatura da “lista dos músicos”, veremos instituída informalmente uma cooperativa. Este modelo jurídico de associação tem por finalidade defender os interesses dos “cooperantes” que ali trabalham/colaboram para “em conjunto” receberem a justa remuneração do seu trabalho.

Os cooperantes defendem assim a sua cooperativa como estrutura de trabalho e remuneração, promovendo  e protegendo os interesses de cada um. Poderá ser assim, mesmo mantendo o nome de associação.

Mas este modelo tem um defeito: protegendo os interesses dos cooperantes, esquece os interesses e valores dos sócios da Associação que ali não vão buscar nenhuma remuneração. E também não respeita a base que sustenta uma história de quase de 200 anos – os interesses dos freamundenses.

 

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