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casa das artes
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Santo António e a vida em serviço ao Evangelho

Santo António cuidou dos pobres, seguindo os passos do próprio Jesus e de seu irmão e fundador Francisco de Assis. Fugidos da pandemia voltamos a olhar para ele e passeamos a sua imagem nas ruas com as nossas procissões.

Este ano, com a retomada das atividades presenciais, após longo período de afastamento, talvez as festas de junho sejam celebradas e vividas com ainda mais alegria e compromisso. Precisamos mesmo de festejar, pois a festa é uma das maneiras de dar significado à vida, de trazer forças para lidar com as dificuldades…

Para além da festa com as suas variadas expressões, celebrar os santos tem uma dimensão religiosa e de fé importante. Há algo que podemos pensar a respeito de nossa própria fé, quando voltados para a meditação a respeito da vida e do testemunho de homens e mulheres que fizeram da sua vida uma doação em favor do Evangelho do Reino. Santo António, tão popular, tem muito a nos ensinar sobre o seguimento de Jesus e a vivência-pregação da Palavra de Deus.

António foi um exímio pregador. Mais que sua excelente oratória, pregou o Evangelho de modo intenso com sua própria vida. Sabia ?” e assim ensinava ?” que a melhor maneira de anunciar a Boa Notícia do Reino de Deus era por meio do testemunho. Cuidou dos pobres, seguindo os passos do próprio Jesus e de seu irmão e fundador Francisco de Assis; viveu como pobre, tal como aquela das bem-aventuranças da pregação de Cristo, bem como em solidariedade aos muitos empobrecidos e empobrecidas da história.

Cristãmente, celebrar a memória de António, neste ano de 2022, em específico, deve-nos fazer também refletir e atuar diante do cenário cruel em que vivemos:  Santo Antônio continua a abençoar os pães. Mas, mais que isso, a maneira como viveu nos interpela a também atuar para a transformação da situação de quem tem fome. Desejamos, justamente, prosperidade na nossa dispensa e mesa, mas, igualmente, precisamos, cristãmente, contribuir para que não falte o pão na mesa dos irmãos e irmãs. E essa atuação não se deve se limitar às ações de caridade, tão importantes e urgentes, mas também no compromisso cidadão.