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casa das artes
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Invasões, fusões & outras aquisições

Não sou um fã da organização das pessoas em estados-nação, com nacionalismos, patriotismos e parvoíces afins.
Putin reconheceu a independência das repúblicas de Donestsk e Lugansk, de facto, já fora da Ucrânia desde 2014.
Claro que a chamada “comunidade internacional” (leia-se Europa, EUA e pouco mais) grita e ameaça.
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Recordemos que nos anos 90, essa mesma comunidade internacional decidiu desmembrar a Jugoslávia e criar a Eslovénia, a Croácia (ambas católicas benzidas pelo Wojtyla) separando-as dos herejes sérvios, bombardeando Belgrado (incluindo a embaixada chinesa…);
A dita comunidade internacional , um Kosovo (uma base para traficantes que recebe fundos da UE) para lá instalar uma base militar conhecida por pequena Guantanamo, para controlar os Balcãs;
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Seguiu-se a secessão da Macedónia do Norte que durante muito tempo não tinha direito a ter nome;
Mais tarde seguiu-se a secessão do Montenegro apesar da sua longa ligação à Sérvia.
E mantém-se uma Bósnia-Herzegovina, dividida em duas partes, dividindo três confissões religiosas e ninguém sabe o que fazer daquilo.
Sobra a Sérvia, a âncora da antiga Jugoslávia, desmembrada por decisão de europeus e americanos; um conjunto que gosta de utilizar a designação de “comunidade internacional”.
Por Vitor Lima
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COMENTÁRIO
Convém estar atento às movimentações que conhecemos pela globalização. E também reflectir sobre este texto de Vitor Lima que nos lembra outras histórias do passado recente. Precisamos de dados para interpretar e perceber o mundo que somos. E verificar que o sonho do Papa João Paulo II de uma “Europa do Atlântico aos Urais” sendo uma impossibilidade continua a ser um desejo de quem efectivamente quer a paz e o desenvolvimento dos povos.
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CFR – https://iep.lisboa.ucp.pt/pt-pt/asset/5421/file